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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Teclas para que te quero

Escolher um Smartphone hoje em dia é uma tarefa árdua. São muitas opções para serem selecionadas: 3G, GPS, WiFi, câmera digital, touch-screen, com teclado, sem teclado, espessura, largura, peso, sistema operacional, Operadora e características subjetivas que influenciam a escolha: design, status, estado da arte etc.

Para o usuário corporativo seria preciso analisar a finalidade: Será uma "máquina de e-mails"? Irá executar uma aplicação de automação de força de vendas ou um aplicativo de CRM? 

O Teste

O teclado é um elemento de interação dos mais importantes, talvez o menos observado nas listas de recursos de um Smartphone. Existem diversos tipos: fixos, deslizantes, touch-screen... Qual é o melhor?

Um trecho do poema "Os Castellos" de Fernando Pessoa foi digitado no teclado full (de meu notebook), no touch-screen (usando os dedos) no iPhone, no touch-screen com caneta em um iPAQ616 e por ultimo em um mini-teclado QWERTY do iPAQ900 (este ultimo é bem comum em dispositivos focados em e-mail, como: Blacberry, alguns Nokia serie E, Moto Q e Samsung BlackJack).


O trecho tem 70 palavras e 417 letras, contando com os espaços e há uma pequena trapaça, como não gosto de digitar números (sempre tenho que olhar no teclado), propositadamente escolhi um texto só com letras, para facilitar minha vida.

 

Os Castellos

A Europa jaz, posta nos cotovellos:

De Oriente a Occidente jaz, fitando,

E toldam-lhe romanticos cabellos

Olhos gregos, lembrando.

 

O cotovello esquerdo é recuado;

O direito é em angulo disposto.

Aquelle diz Italia onde é pousado;

Este diz Inglaterra onde, afastado,

A mão sustenta, em que se appoia o rosto.

 

Fita, com olhar sphyngico e fatal,

O Occidente, futuro do passado.

O rosto com que fita é Portugal.

 

 

Medi então o tempo de digitação nos 4 teclados e comparei a produtividade dos mesmos. Veja o resultado abaixo.

 

Device

Teclado

Tempo

Teclas/S

Palavras/S

Notebook

Full

0:01:26

4.85

0.05

iPhone 3G

Touch

0:04:01

1.73

0.04

iPaq 600

Touch Pen

0:04:47

1.45

0.02

iPaq 900

Mini-thumb

0:03:40

1.90

0.04

 

O campeão de produtividade e conforto é o notebook com seu teclado full. Para quem consegue digitar com os dez dedos, é um must. São quase 5 teclas por Segundo. Tela de ótima visualização, as mãos descansam sobre a carcaça do notebook, os dedos ficam sobre as teclas. Agora, nos Smatphones o bicho pega, estão longe do ideal, afinal de contas nós estamos falando de máquinas que precisam caber nos bolsos.

 

Concessões precisam ser feitas aqui. Ou você vai ter o conforto do notebook/pc para digitação, ou você vai ter a comodidade de um celular com capacidades de utilização próximos ao de um computador. Tente usar o notebook como celular, você vai desistir em cinco minutos quando tiver que sacar aquele trambolho da mochila toda vez que atender a uma ligação.

 

Dos três tipos de teclados, o mini é o campeão de produtividade, com quase duas teclas por Segundo. Já nos teclados touch, a digitação com os dedos ganhou da digitação por caneta, o que já era esperado, afinal, você pode usar dois dedos no iPhone. Já no iPaq 616 você só tem uma caneta, e precisa ficar mirando em teclinhas minúsculas.

 

Isso quer dizer que o mini teclado é o campeão absoluto? O design de máquinas com mini teclado acabam sacrificando o tamanho do display, o Google G1 por exemplo, ou outros modelos da HTC com Qwerty tentam superar esta limitação inserindo teclados deslizantes. O ponto negativo é que normalmente os equipamentos acabam ficando do tamanho de um tijolo, sem contar que ganham mais partes móveis, que podem emperrar ou quebrar. 

E o campeão é…

Precisa escrever muito? Deixe o Smartphone no bolso e abra o notebook, você vai ser mais feliz.

Quer sair de casa só com a roupa de corpo e ainda poder ler e responder e-mails, então a decisão por um teclado touch-screen ou o mini se torna necessária, porém particularmente, não gosto de perder espaço de tela com o teclado físico, apesar de digitar mais rápido, valorizo uma leitura com maior conforto. Além disso, a tecnologia multi-touch da Apple tranformou a experiência de digitar com uma caneta em uma tela touch-screen praticamente inaceitável.

O touch-screen acabou caindo no gosto da torcida e até mesmo a RIM e a Nokia estão lançando equipamentos totalmente keyless(sem teclas), como o Blackberry Storm e o Nokia 5800 Xpress 

Significa o fim das máquinas com tecladinho? Claro que não. Como disse no início deste artigo, o gosto pessoal conta. E como ficam os usuários corporativos? Devem adotar apenas um ou outro tipo de teclado?

Quem pretende dar uso exclusivo para leitura e resposta de e-mails, o mini teclado é a opção mais óbvia: Qwerty.

Para aplicações específicas, como automação da força de vendas, automação da força de campo, preenchimento de formulários e outras informações padronizadas, o ideal é que não se tenha que ficar digitando muito. Na verdade, quanto mais padronizadas e pré-formatadas as opções e respostas de uma aplicação móvel, melhor. Logo, um Smartphone com tela touchscreen pode ser uma excelente opção, pois o usuário só teria de apontar e selecionar as informações na tela.

 

Para finalizar, digo que sou a favor da extinção das teclas nos Smartphones, o equipamento fica muito mais agradável de usar com menos botões. Quero distância de tecladinhos minúsculos, onde você tenta apertar uma única tecla e acerta quatro ao mesmo tempo. Touch-screen e display grande, sem partes móveis são a minha opção. Não me importo com a falta de produtividade para digitar, meu negócio é tela grande, conforto para assistir vídeos, ler e-mails e visualizar páginas da web.

 

Videos no Youtube

- Digitando no Notebook

- Digitando no iPhone

- Digitando no iPAQ 616

- Digitando no iPaq 900

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Akira Kiam - É consultor de Mobilidade, usou um notebook para redigir este post e sonha com uma interface no cérebro para transmitir o texto pensado direto para o Smartphone.
akira@vmovel.com.br

 

 

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Apertem os cintos, a bateria do Smartphone acabou!


Acredite no que eu vou dizer: as baterias do seu Smartphone não duram para sempre!

Esta afirmação pode parecer a coisa mais óbvia do mundo, mas o fato é que com o advento dos Smartphones, mais e mais usuários estão entrando no mundo mobile. Gente que estava acostumada com a carga de bateria dos seus Nokias que duravam dias, até semanas. Pra esse povo todo, a realidade é dura: as baterias não duram nada.
Esta constatação atinge não só o exibido que quer mostrar seu gadget de última geração, como os usuários corporativos que sofrem para se adaptar e extrair o máximo de seus equipamentos para conseguirem trabalhar o dia todo.

O DESAFIO
Sei que há necessidade de desenvolver devices atraentes, com recursos extras, mas imagino a seguinte situação ocorrendo no departamento de design de uma grande indústria de Smartphones:
[Marketing] - Temos que tornar nosso Smartphone o mais desejado de todos. Além de um design sexy temos que recheá-lo de recursos. Engenharia! Quero: GPS, Câmera de 500 Mpx, Vídeo Conferencia, Celular 5G, Display Multi-Hyper-Touch, Acelerômetro, Wi-Fi, Bluetooth, Radio FM, teclado e sensor de temperatura.
[Engenharia] - Ok tudo bem, dá pra colocar tudo isso e ainda ficar bonito, algo mais?
[Estagiário] - Hã, desculpa, mas como é que vai ficar a bateria para alimentar tudo isso? Tudo bem durar só 20 minutos ligado?
[Marketing e Engenharia] ...
[Marketing] Bem, vamos planejar a produção e os subsídios com a operadora X...

O usuário quer usar todos os recursos disponíveis e não adianta colocar luzes ou botões para desligá-los, acredita que celular é tudo igual e as luzinhas piscando são muito cool. Resultado: sai de casa com 100% de bateria que acaba antes do cafezinho do almoço, xinga a operadora, xinga o fabricante e procura o telefone do Bispo pra ir reclamar com ele.

REMEDIAR
A vida é feita de escolhas e renúncias. No nosso caso, ou você escolhe pisca pisca de árvore de natal ou opta por um equipamento que ficará disponível o dia todo (ao menos).

RECOMENDAÇÕES
A regra é clara. Não está usando? Deixe o recurso desligado!

Brilho da Tela - Ok, eu sei que é bacana mostrar aquele vídeo rodando com 100% do brilho mas para ler e-mails, ver contatos, ou mesmo navegar na web, valores entre 10% a 50% aumentam a autonomia da bateria em 40%. Ah! É bom desabilitar o ajuste automático de brilho, você é quem manda!

WiFi - Eu desenvolvi o hábito (mania?) de procurar pelo logotipo de WiFi Zone em locais públicos, quando sou agraciado com uma rede disponível, ligo o recurso, do contrário, fica desabilitado mesmo, economizando muita energia.

Bluetooth - Consome muito menos energia do que WiFi, porém demora mais para transferir dados. De qualquer forma aposto que a maioria dos mortais não usa o Bluetooth, logo, deixe desligado. Vantagens: você não vai receber mensagens de abelhudos tentando conectar em seu Smartphone nem propagandazinhas desagradáveis.

GPS - O vilão. Já vi baterias serem devoradas por ele em menos de 2h. O GPS precisa receber o tempo todo informações da antena para que o processador decodifique as coordenadas rapidamente, sem falar na atualização em tela do posicionamento nos mapas. Isso consome muita energia. Se você pretende utilizar um aplicativo para navegação, é melhor que faça isso com uma fonte “veicular” conectada. Outra: Pra mim, GPS em Smartphone serve para localizar um lugar e tal, se for um taxista por exemplo, que necessita de rotas o dia todo é melhor um aparelho específico para isso.
Para aplicações corporativas, as mesmas recomendações listadas acima são válidas: Se necessita de atualizações constantes de coordenadas, que seja feito com o equipamento conectado a uma fonte de energia, caso contrário, o software deve ligar o GPS, obter as coordenadas e desligar.

Câmera Digital - O único cuidado aqui é o de encerrar o aplicativo de fotos quando terminar de utilizar, ou de ter certeza que o temporizador está funcionando direitinho para desligar a tela. O aplicativo de câmera fica exibindo o que a lente está captando em tempo real, algumas vezes causando até aquecimento no equipamento.

Redes 2G/3G - Se tem 3G, você tem tudo! Significa: E-mails, msn e navegação muito mais rápidos, e lógico, sua bateria vai embora muito mais rápido também. Não discuto aqui as vantagens desta tecnologia. É ótimo e ponto. Entretanto, se você está utilizando mais para e-mails, é mais vantajoso o modo 2G, gasta menos energia e não vai fazer diferença (não estou levando em conta os downloads de anexos grandes ok?).
Para projetos corporativos: Força de Vendas, Força de Campo e E-mail Corporativo, faz sentido deixar 2G com padrão. A cobertura 3G das operadoras é ainda incipiente e, na maioria dos casos, restritas às capitais.

Push-Mail - Bonitinho mas ordinário! Apesar de muito interessante, possui um efeito perverso: cada vez que um e-mail entrar na sua caixa postal, seu Smartphone vai ligar, realizar uma conexão de dados e transferir a mensagem, provavelmente também vai ligar a tela, exibir um alerta e soar um beep para avisar que ela chegou. Imagine esse bipe o dia todo na sua cabeça com suas 500 mensagens diárias chegando e sua bateria escoando por entre os dedos. Amigo, sinto muito te contrariar, mas não é produtivo interromper seu trabalho para ler e-mails a todo instante. Eu tenho a possibilidade de utilizar o recurso de receber push-mail do servidor da empresa onde trabalho, mas prefiro deixar o recurso desligado e só baixar as mensagens quando estou fora do escritório e ainda economizo bateria.

Aplicações - Seja um jogo, o tocador de video, MP3 ou uma planilha eletrônica fique certo de uma coisa, quanto mais usar, mais bateria vai consumir, o problema está nas aplicações mal escritas, cheias de bugs ou erros de projeto.
Imagine um catálogo de Vinhos da Região de Bordeux. Esse aplicativo fictício lista todos os vinhos e suas respectivas vinícolas produtoras, se for um aplicativo bem escrito, vai carregar uma única vez os bancos de dados e exibir na tela apenas os itens que você pode ler, minimizando o acesso à memória, já o contrário vai ler todo o banco de dados todas as vezes que for inciada uma consulta.

FUTURO
Na verdade você acredita que é uma enorme inconveniência e não está muito a fim de ficar ligando ou desligando coisas no seu “Megaboga” Smartphone só para ter umas horas a mais de bateria. Então, meu caro amigo monge, aguarde mais alguns longos anos até que as tecnologias de bateria de longa duração estejam comercialmente disponíveis. Mas só para que você não perca a esperança, saiba que as seguintes tecnologias estão por vir:

Fuel cell (célula de combustível): Que tal ficar dias e dias sem ter de se preocupar com o nível da bateria? A célula de combustível promete essa proeza com a vantagem de consumir apenas hidrogênio e oxigênio, produzindo água como resultado da geração de energia elétrica. Mas ainda há o problema custos.

Capacitores com nonotubos de carbono: O MIT está desenvolvendo capacitores recheados de nanotubos de carbono que têm a propriedade de armazenar energia. Seus pesquisadores prometem uma carga rápida (em 2 segundos) que permitirá a duaração por semanas e ainda teriam uma vida virtualmente infinita, permitindo a carga e descarga centenas de milhares de vezes. Tempo para chegar ao Mercado? 5 anos.

Por isso, é melhor se acostumar com medidas para economizar a bateria do seu Device. Ou então você pode comprar aquelas capas com baterias integradas. Se você não se importar em carregar um tijolo no bolso, vá em frente.

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Akira Kiam - É consultor de Mobilidade e queria escrever mais, mas acabou a bateria.
akira@vmovel.com.br

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Kyocera também vai ter seu Smartphone com Android


A CNET reportou que a Kyocera está desenvolvendo um smartphone baseado em Android.

Isso dá mais força para a plataforma, que já conta o HTC G1 nas ruas(lançado hoje), e cria expectativa no lançamento de outros fones com Android a serem lançados pela Motorola, Samsung e LG.



[Via CNET]

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Dell e Smartphones [Rumor]


Quando quase todo mundo quase ia esquecendo que a Dell já foi um player no mercado de Handhelds(ou PDAs sem celular integrado), eis que nosso herói Michael Dell diz que tem interesse em ser um player no mercado de Smartphones, seja com Android ou Symbiam. Claro, ele diz que não pode falar nada a respeito, mas, como todo bom rumor, é bom lembrar que a Dell existe e está aí.